Quarta-feira, 21 de Outubro de 2009.
No trabalho a hora não passava, lá fora um calor infernal e a saudade dela cada vez maior. Olhava para o relógio, o ponteirinho teimava em não sair do lugar.
Resolvo ligar, ouvir sua voz e reclamar da saudade, que batia daqui e de lá. Escuto uma vozinha desanimada, falando do cansaço, do estresse e da vontade de sair do trabalho e andar sem rumo. Confesso que meu ânimo também não estava lá grandes coisas, mas conversávamos até surgir um assunto que finalmente nos empolga.
Parte dela: “Amor, saindo daqui vou prai”! Claro, me empolguei, disse vem, mas depois achei melhor esperar até o fim de semana, ouço um tudo bem do outro lado, não era o que queria dizer, mas foi necessário.
Finalmente o tempo resolve ser meu amigo, vou voando pra casa, vazia, do jeito que gosto. Roupas a menos e um banho para refrescar, deito no sofá, televisão ligada, e espero meu corpo secar enrolada numa toalha. Mordomia a parte, corro para pegar o ônibus e ir pra faculdade, tinha em mente apresentar o trabalho praquele professorzinho chato e assistir um TCC.
Dela não me esqueço, mando mensagem avisando que já estava indo pra Taubaté e ia, viajando nas músicas enquanto observava as paisagens lá fora. Tentava ler algo sobre o trabalho, mas a tal concentração não vinha. Até que toca o celular, era ela com poucas palavras: “Amor, ás 21h eu tô ai, tenho que desligar”. E eu fico: aqui? Aqui aonde? rs e termino minha viagem rindo e pensando em como fui arrumar uma louquinha pra minha vida.
Felicidades a parte, penso: e lá em casa, o que falar? Além de estar sem cartão e com míseros 3 reais em moedas (sabe quando você sente que assaltou a Igreja? Pois bem, parecia isso rs). Mudança de planos, corro pra faculdade, deixo as amigas avisadas (claro, as poucas que sabem do meu desvio de conduta ), apresento o trabalho, volto pra casa, aviso o povo, pego o cartão e volto pra Taubaté, claro, tudo antes das nove da noite! Agora sim via as horas voarem, estava ansiosa para vê-la, até que ela me liga dizendo que já tinha chegado e eu aviso que já estava chegando.
Vejo a cena se repetindo, ela lá, sentada no banquinho, me vê, levanta e sorri... sorri aquele sorriso, sorriso meu. Vou em sua direção e um abraço. Eu ria, estava feliz em ter ela ali comigo, matar a saudade e chamá-la de doida, por tamanha loucura em plena quarta-feira.
Corremos, queríamos um cantinho, achamos. Entramos, sem pressa, o tempo era nosso e estávamos ali para curtir uma a outra. Música, um banho e a tal lingerie que sempre prometi, mas nunca usei. Estava ali, para ela e era apenas isso que queria. Sai do banheiro, ela me aguardando na cama, com o confidente fiel “cigarro”, me olha, como amo o seu olhar, e sorri. Quando vi, já estava com ela, envolvida por seus braços e abraços, recebendo seus carinhos e sabendo o que estaria por vir, para felicidade geral da nação rs.
Mais uma vez, ali eu era dela e pra ela a mulher mais especial do mundo...