quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Uma dose de amor.

Ela era aquela que sempre pertenceu a alguém.

Perdida em sua vaga solidão, seus pensamentos a fizeram perceber, havia tanto amor ali dentro... Mas para quem ela destinaria?

Uma eterna apaixonada.

Não se importava em dizer isso, afinal era a realidade. Apenas tinha cansado de dizer a pessoas erradas.

Toda vez que caia demorava-se a levantar. Como sempre suas quedas representavam o fim de um ciclo, nem sempre tão fácil assim de se desvencilhar.

O que seria seguro agora? Somente sonhar não tinha mais sentindo, queria viver, mostrar, descobrir um novo mundo, novas cores, novos significados.

Sentia cada vez mais, sentia...

Queria.

Ansiava.

Desespero...

Queria gritar para o mundo inteiro ouvir, ou melhor, encontrar alguém para ser seu mundo.

Tanto amor... Para ficar contido dentro do peito.

Tanto amor... Para nada.

Ela fazia suas escolhas, e tinha suas sentenças...

Seus erros apenas um vazio secreto, cheio de desejos que a faziam atropelar suas atitudes.

Ela nunca se esqueceria dos sonhos que já tinha sonhado, mas nunca realizou.

As cartas a sua mão sempre mudavam, mas o jogo era sempre o mesmo.

Esse jogo que ainda não tinha aprendido a principal regra... Ser feliz, independente de tudo, independente desse amor contido, independente dos seus sonhos, apenas teria que ser.

Precisava ser, mas não sabia quando conseguiria.

Sua felicidade era relativa, ou melhor seletiva.

Era feliz até certo ponto, mas queria mais, se permitia sonhar sempre mais...

E teria mais...

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